domingo, 8 de janeiro de 2012

“Já tive 100 anos”

Difícil não foi chegar aos 100, difícil foi voltar aos 22!
Meu peso já não suportava minha cama, minha cama já não suportava meus pensamentos.
Então em um momento de desespero me vi em lugar que não chamava Notting Hill.
Diante de tudo isso, olhei a imagem ainda boa apesar de desfigurada naquela metade de espelho covardemente pregado na parede do quarto. Observei-o por alguns tristes silenciosos instantes, pude perceber que ali, existia uma jovem cheia de sonhos, hormônios, amor, que necessitava sair dos 100 e voltar aos seus 22.
Moral da história:
Não conseguiu sair dos 100, mas chegou aos 25.



Couto, Maria Francisca

“Precisa-se No hospício”

 Precisa-se no hospício de professores:

 Sem experiência
 Recém-formados
 Facilitador
 Mediador
 Com experiência nas ciências ocultas e excêntricas
 Loucos
 Solitários
 Vestidos de Sol e Lua.



Couto, Maria Francisca

PERCEPTÍVEL VERDADE

PERCEPTÍVEL VERDADE

Queria que o ensino no Brasil pudesse ter:
O encanto dos teatros
A riqueza dos cenários
O cuidado como figurino
O envolvimento com a música
O brilho da iluminação
A perfeição do texto
E a vibração do publico

Couto, Maria Francisca

sábado, 7 de janeiro de 2012

AS VEZES UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS!



Cadê a igualdade
Conquistada com braço forte
Por um povo varonil,
Que outrora raiou esplêndida
E iluminou impávida,
O horizonte do Brasil?

Cadê a mãe gentil. Pátria Amada?
Tanta criança subjugada,
Abandonada, sem proteção...

Cadê o raio vívido
De amor e de esperança
Que nunca resplandece
Nos olhos de nossas crianças?


Couto, Maria Francisca/ Gusmão, Maria da Graça Bergamini

Meus caros amigos Alckim e kassab.

Meus caros amigos Alckim e kassab, então querem dizer que de certa forma vocês “não sabiam” da operação de limpeza na cracolândia?!
Até quando esse vaivém vai continuar?
É lógico que os moradores daquele lugar ia se espalhar pela cidade, uma vez que não disponibilizaram lugares para que eles pudessem se abrigar se tratar, o mais provável seria continuar vagando pelas ruas de São Paulo!
Agora vocês soltam uma nota dizendo que foi tudo obra e arte do coronel Pedro Borges.
Que isso!! Não duvide de nossa capacidade de entendimento, mesmo que seja essa pérfida reles que vocês nos oferecem.
Aposto que se a operação tivesse tido sucesso não iriam dizer essas asneiras!
Só aqui nessa terra de ninguém que certas atrocidades acontecem e passam por despercebidas aos olhos da população, que convive na negação da boa educação, postergada por conveniência, pois, sociedade educada é sociedade informada!
Com isso vivemos de forma prosaica, famélica, onde que, de longe somos antagonistas de nos mesmo.



     Couto, Maria Francisca


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

                      "Limpeza na Cracolândia."
                                     Será?
                                    
De certa forma, para a população, essa foi uma atitude muito coerente, já que a marginalidade não esperava o apagar das luzes para mostrar a que veio, tornando o lugar insustentável para aqueles que necessitavam passar por ali.
Por outro ponto de vista fica aquela indagação: _ Para onde vão levar essas pessoas, esses dependentes, que na estimativa feita pela prefeitura de São Paulo passa de 400 sendo 60 menores e 21 grávidas.
Não basta “limpar a cidade” temos que reorganizar, conscientizar, oferecer para essas pessoas oportunidades de trabalho e tratamento “gratuito”, não adianta fazermos discursos cansativos e bolar teorias acrobáticas.
Gostaria muito de ressaltar aqui uma coisa que meu sobrinho disse-me um dia. Que ao ir a São Paulo prestar uma prova, teve que passar por algumas ruas onde existia uma grande concentração de mendigos e usuários de drogas... Como nasci e cresci em cidade pequena, fiquei curiosa para saber se não é perigoso passar por lugares assim, e foi ai que ele disse uma frase que nunca vou esquecer: “NÃO, NA VERDADE ESSES MORADORES DE RUA TÊM MEDO DAS PESSOAS DESCONHECIDAS QUE PASSAM POR ALI, POIS TEM MEDO DE SEREM ESPANCADOS, DE SEREM QUEIMADOS, E OUTROS COISAS DO GENERO”
Então, não vamos generalizar a banalização, porque da mesma forma que meus olhos só conseguiam enxergar ate esse campo de visão, o de vocês também podem ter essa deficiência, então vamos estudar e pesquisar mais, procurar saber se aquela situação que nossos governantes nos oferecem realmente procede.
Para que tudo isso acontece, temos que aprender a ser gente e fazer uma coisa que sempre digo: “sair de nossas bolhas imaginárias.”
Espero que o slogan dessa “limpeza da Cracolândia” não seja: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento!
Isso é tudo.
 

                                                                                     Couto,Maria Francisca
                             E mais um ano de promessas...
Que neste ano que se inicia possamos sair de nossa bolha pessoal que nos remete tão somente a uma estagnação utópica.

Mais um ano de promessas...
Será que vamos conseguir sair do rascunho pessoal? Da inércia do cômodo? Do nada obsoleto?
_Será?!

 Livre-se de coisas que não usa, de costumes arcaicos e cansativos, e principalmente de PESSOAS QUE NÃO LHES ACRESCENTAM EM NADA!
Vá à luta e não espere que outros-o faça para você.
Só assim teremos grandes projetos e menos reclamações em 2013.
Espero que pelo menos EU siga nesses 365 dias, meus “retrantes” votos de ano novo, não de forma fantástica como se angariasse uma lâmpadas mágica, ou quem sabe um pó de pirlimpimpim, mas sim, com muita luta e perseverança em busca de igualdade e respeito.Que nesse novo ano possamos desintoxicarmos de nós mesmo.
Feliz ano novo.

                                   Couto, Maria Francisca